Summer Soul Festival.

No sábado dia 08/01 estive na estréia do Summer Soul Festival, no Stage Music Park, em Jurerê, Florianópolis. Um local com uma estrutura bem bacana para receber os shows de Amy Winehouse, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne. Praticamente sem atrasos, um dos expoentes do “new-soul” subiu ao palco para cantar os sucessos do seu primeiro álbum, “A Strange Arrangment”, de 2009. Mayer Hawthorne esbanjou simpatia, e diga-se de passagem, dentre os três shows, foi quem mais interagiu com a platéia. Ele começou com “Your Easy Lovin’ Ain’t Pleasin’ Nothin'” e levantou todos com a mais bonitinha de suas canções. Depois trouxe ao palco hits como “Make her mine”, “Maybe So, Maybe No” e “The Ills”. Ficou claro que a maioria dos que estavam ali não o conheciam muito bem, e foram em poucas músicas que a platéia acompanhou o refrão. Parece que Hawthorne sabe que ainda não é muito conhecido por aqui, mas aparentemente levou isso na brincadeira. Inclusive, em uma de suas conversas com o público, contou que foi “reconhecido” no aeroporto, mas na verdade foi confundido com o ator Tobey MaGuire, do filme Homem-Aranha. No setlist com grandes influências românticas de jazz, soul e rock da década de 50, estava também a inédita “I Need You” que provavelmente estará em seu próximo álbum, que segundo ele, está em processo de finalização. Ao final do show, Mayer jogou para o público o seu primeiro single, lançado em vinil vermelho em formato de coração.

Logo depois de Mayer, começou, sem dúvidas, o show mais surpreendente do festival. Ela entrou no palco coberta por um grande capuz, e de costas para o público começou a sua incrível performance cantando alguns versos de “Dance or Die”. Quando se virou, o público veio abaixo. Era ela: Janelle Monáe. Estava lá para  mostrar a todos que é uma artista como poucas, canta e dança com uma presença de palco maravilhosa e contagiante. Com o repertório baseado no disco “The ArchAndroid”, lançado no ano passado e inspirado no filme “Metrópolis”, o show misturou, além da mais perfeita música, referências que trazem a energia da dança, momentos teatrais e até a pintura, tudo com uma boa pitada de James Brown, o padrinho do soul. Logo depois de “Dance or Die”, veio a sequência de “Faster” e “Locked Inside” sem intervalos. Uma apresentação que também mostrou toda a ousadia e versatilidade de Monáe, que passou rapidamente dos seus hits para uma versão em capella da belíssima “Smile”,  o clássico de Charles Chaplin. Para completar o espetáculo, vieram “Cold War” e “Tightrope” com o entusiasmo de toda a platéia. Ao final seu topete desmanchou, mas ficou claro que Janelle ganhou o público. Boatos ou não, falaram por lá que Amy Winehouse não estava muito feliz com a participação de Janelle na abertura de seus shows pelo Brasil, depois do espetáculo entendi muito bem o porquê. E parece que os jornalistas também, na manhã seguinte manchetes como: “Janelle ameaça o brilho de Amy” já estavam circulando por aí.

Com pouco mais de uma hora de atraso, subiu ao palco aquela que todos esperavam para ver, a diva Amy Winehouse. E de primeira ela já mostrou que está em plena forma, começando com “Just friends” seguida da linda “Back to black”. O palco foi tomado pelo seu tradicional background que desta vez trazia, além de seu nome, uma enorme bandeira do Brasil. Os hits de Amy sempre vinham acompanhados de aplausos entusiasmados de todo o público, que infelizmente não pode acompanhar todas as canções, já que muitas foram interpretadas em versões diferentes das conhecidas por todos nós. Mesmo assim, o setlist do show contou com os seus grandes sucessos, muitas das minhas favoritas, e alguns covers inéditos, mas nenhuma inédita própria, contrariando as expectativas criadas pela banda da cantora no Twitter. Uma das novidades foi “Boulevard of broken dreams”, de Al Dubin e Harry Warren, sucesso no filme “Moulin Rouge” de 1934. Amy deixou o palco por duas vezes, e três músicas ficaram por conta de seus backing vocals, Zalon e Heshima. Lá pelo final foi a vez de “Rehab”, hit mundialmente conhecido do álbum “Back to black”, e para terminar veio a maravilhosa “Valerie”, sem dúvidas, uma das canções mais festejadas de todo o espetáculo. Com seu estilo único de ser, Amy Winehouse arrasou em um excelente show que cativou todo o público, e mesmo com algumas alfinetadas da crítica, saímos de lá muito satisfeitos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s